terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sugestão de Leitura



"A obra de José Neto, como técnico de futebol, como professor, como formador de treinadores (quer ao nível do treino, quer na área das ciências do comportamento), como escritor, anuncia o advento de uma inteligência compreensiva para um futebol que há-de reconverter-se na união criadora do corpo, do espírito e da vida. Deste livro emerge a complexidade, a incerteza e a consciência. Daí, a sua actualidade, como ciência, ética e crítica epistemológica; daí a sugestão da inter e da transdisciplinaridade, dado que uma acção, verdadeiramente humana, é ciência e é cultura; daí, o corajoso idealismo do seu autor que, a partir de agora, ficará, para sempre, na melhor antologia de livros portugueses de temas desportivos. Há quem possa beneficiar, a tratar destes assuntos, de mais rico caldeamento vocabular. Só que a silhueta que o Dr. José Neto desenha na vida tem uma honestidade intelectual e uma força de ânimo e um conhecimento da "coisa desportiva", que tudo o mais parece pouco, diante do que ele tem, diante do que ele é. José Neto foi o enfant gâté de um departamento de futebol, liderado por José Maria Pedroto, onde, a par de Jesualdo Ferreira e Monge da Silva (no ISEF, de Lisboa) se preparou a renovação do futebol português. José Neto fez, com José Maria Pedroto, a sua "pós-graduação", na universidade da vida. Mas José Neto, com a sua ardente juventude, fez ainda o que se lhe exigia: não deixou de praticar, para poder teorizar; nem deixou de teorizar, para melhor praticar."

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Tema de debate 5 - "O Desporto em Portugal"


"Apesar de nos últimos anos ter havido alguma evolução na conquista de resultados desportivos a nível internacional, Portugal ainda tem um longo caminho a percorrer na obtenção de melhores resultados. Na maioria das vezes, as delegações portuguesas regressam a casa quase sempre de mãos vazias, facto que já ninguém estranha. Regra geral, o discurso proferido pelos nossos atletas e seus responsáveis antes das grandes competições é quase sempre o mesmo - “...vamos dar o nosso melhor, mas sabemos que é difícil trazer uma medalha.” Ou seja, são raras as vezes onde está implícito a vontade e o querer de ganhar a todo o custo. Mas porquê ainda esta mentalidade competitiva? É realmente uma pergunta pertinente e de difícil resposta. Em minha opinião existem dois grandes problemas que impedem os nossos atletas de ganharem mais medalhas e de terem melhores prestações globais. Primeiro, não existe um acompanhamento nem estruturas adequadas para a prática desportiva nas escolas. Isto é, ao longo do trajecto escolar, os nossos jovens vão tendo as respectivas aulas de Educação Física (EF) sem que haja uma ligação coesa e harmoniosa durante esse percurso. A carga horária desta disciplina de EF é muito reduzida (3 horas semanais), as matérias do programa são utópicas e desfasadas da realidade actual, para já não falarmos das fracas instalações desportivas que dispomos nos nossos liceus. Não acreditamos que com uma carga horária tão reduzida possamos fazer um trabalho sério e com profundidade. Para vos dar uma ideia, no âmbito desta disciplina, os alunos são obrigados a realizarem uma infinidade de unidades temáticas no sentido de dominarem todas as situações de jogo ou habilidades motoras nas mais variadas modalidades, como por exemplo, no basquetebol, no futebol, no voleibol, na ginástica desportiva, no atletismo, etc. Este facto não me parecia totalmente erróneo se o número de horas a leccionar fosse bem maior. Contudo, ao verificar-se a situação inversa, os professores leccionam as respectivas unidades temáticas de uma forma acelerada, originando uma aprendizagem demasiado densa e superficial. Penso que seria muito mais lógico e racional que os alunos dominassem duas ou três modalidades à escolha, na certeza que iriam ter muito maior rendimento. A este respeito, nos Estados Unidos da América, os jovens desde que entram para a escola até que completam o secundário usufruem de uma estrutura perfeitamente montada que lhes permite praticar a ou as modalidades para as quais têm mais apetência, permitindo, assim, uma maior e melhor especialização. Por exemplo, ao nível do basquetebol ou do futebol americano, aqueles que mais se destacam desde muito cedo farão parte da equipa do seu liceu até o concluir. Isto permite que desde tenra idade se formem grupos de bons jogadores ou atletas para que numa fase posterior - etapa universitária -, atinjam as mais altas performances desportivas.
O segundo problema diz respeito à falta de equipas que detectem e seleccionem talentos desportivos. A detecção e selecção de talentos jogam um importantíssimo papel na procura organizada, sistemática e científica de crianças e jovens com capacidades para a prática do desporto acima da média. Estas equipas seriam fundamentais, pois evitariam que muitos talentos se perdessem ingloriamente. Estou em crer que, por esse território fora, principalmente no interior do nosso país, há um enorme desperdício de jovens talentosos. Todavia, apesar deste processo de detecção e selecção de talentos ser deveras importante, pode tornar-se numa faca de dois gumes. Na antiga Alemanha de Leste, as crianças dotadas para a prática desportiva eram remetidas ao isolamento para poderem treinar de manhã à noite. Porém, muitas delas foram forçadas a viver em autênticas “fábricas de campeões”, longe de familiares e amigos, perdendo a maior parte da sua juventude. Muitas das crianças envolvidas neste processo nunca conseguiram obter os resultados que muitos esperavam, talvez fruto de uma grande pressão psicológica e ausência de carinho. Assim, não devemos cair em tal erro, já que a primeira grande regra para a prática de qualquer modalidade é o gosto e o prazer que esta nos pode proporcionar. Acima de tudo, temos que saber se os jovens se sentem realmente felizes com a prática desportiva. Nenhuma criança deve abandonar abrupta e radicalmente o seu habitat sem que haja um cordão umbilical entre a criança como atleta de alta competição e a criança como ser humano que é. A partir daqui, caso seja possível conciliarmos a vontade própria das nossas crianças e jovens com aquilo que os técnicos especializados consideram ser um talento desportivo, certamente que estaremos no bom caminho.
Resumindo, há que mudar a estrutura e a organização para prática desportiva na disciplina de Educação Física e começarmos a pensar em adoptar um projecto saudável e credível de detecção e selecção de talentos desportivos."

Jornal Comercio de Leixões (2003).

Mário A. Cardoso Marques, PhD
Department of Sport Sciences, University of Beira Interior, Covilhã, Portugal
Professor and Researcher
Lab Director
Associate Editor of the International Journal of Volleyball Research

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domingo, 30 de agosto de 2009

Marcar ou falhar um penálti não é só sorte ou azar


"Sou totalmente contra essa ideia. Os futebolistas de alto nível, quer os rematadores, quer os guarda-redes, demonstram que há muito mais do que sorte nisto. É possível aumentar-se a competência na marcação ou defesa de grandes penalidades, logo não é uma questão de sorte", argumenta Duarte Araújo, que lidera uma linha de investigação sobre a marcação de grandes penalidades, no Laboratório de Psicologia do Desporto da Faculdade de Motricidade Humana (FMH).

Déjà-vú?!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

WR - Usain Bolt

Haverá limites para o ser Humano?! Quais?

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sábado, 22 de agosto de 2009

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

TREINO E LABORATÓRIO DE FUTEBOL


Esta plataforma electrónica contém uma colaboração interessante com o Diário de Notícias de alguns docentes do departamento de Ciências do Desporto da UBI.


segunda-feira, 3 de agosto de 2009

UBI: Elevada Taxa de Empregabilidade


"Cursos da UBI com elevada taxa de empregabilidade.
Segundo um estudo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, os licenciados na Universidade da Beira Interior têm conseguido uma boa entrada no mercado de trabalho. A análise feita aos últimos dez anos dá uma taxa de empregabilidade de 90 por cento aos licenciados na Covilhã.Cerca de 90 por cento dos alunos que frequentam os cursos da Universidade da Beira Interior conseguem emprego logo após terminarem os seus estudos. Os números, avançados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, foram tornados públicos pelo Gabinete de Estágios e Saídas Profissionais.A análise reporta-se aos últimos dez anos de actividade e tem como intuito verificar o número de alunos que entram no mercado de trabalho através de estágios profissionais ou outro tipo de programas de inserção profissional nas empresas. Um documento, elaborado a nível nacional, que tem também o intuito de assinalar as áreas de maior procura por parte do mercado de trabalho e as áreas que se encontram com excesso de recursos humanos. (...) Para já, o estudo do ministério aponta uma elevada empregabilidade nos cursos de Engenharia. Mas esta não é uma área isolada. Gestão e Economia, Ciências do Desporto, Ensino da Matemática, Química Industrial, Optometria e Português-Espanhol são outras formações que continuam a ter muita procura por parte do tecido empresarial."
  • Notícia na integra AQUI.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Estudo - colabora

"FACULDADE DE PSICOLOGIA E DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE DO PORTO - Centro de Desenvolvimento Vocacional e Aprendizagem ao Longo da Vida
Este questionário, composto por quatro partes, está integrado numa investigação que está a decorrer na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da U.P. Os dados recolhidos são rigorosamente confidenciais sendo utilizados exclusivamente para efeitos estatísticos da pesquisa. Por isso solicitamos, e desde já agradecemos, a sua importante colaboração respondendo a cada uma das questões. O seu preenchimento, no total, tem uma duração de aproximadamente 12 minutos. Salienta-se que não existem respostas certas nem respostas erradas, daí pedirmos toda a sua sinceridade nas respostas. O envio da informação deve ser feito apenas se responder a todas as questões das quatro partes."

terça-feira, 30 de junho de 2009

Gritos!



"Desde Roland Garros que o mundo do ténis feminino fala cada vez mais de Michelle Brito. Pena é que, na maior parte das vezes, isso aconteça devido aos gritos da jovem portuguesa. Ora, a discussão sobre a legitimidade das tenistas para produzir esse tipo de sons tem sido questionada por uns, defendida por outros. A verdade é que tenistas como Maria Sharapova e Victoria Azarenka - bem cotadas no circuito feminino - têm um postura semelhante à de Michelle Brito dentro do court."

. Notícia AQUI

domingo, 28 de junho de 2009

Educação "Física" e Desporto Escolar?!



Se sentirem a necessidade de recorrer ao sítio dos SERVIÇOS ACADÉMICOS da UBI, não se assustem, mas estranhamente notaram que o curso para o qual se matricularam... não existe! Ao invés está destacado como sendo o curso a que todos nós nos inscrevemos (e esta dedução é apenas possível porque as cadeiras são as que conhecemos) a licenciatura (1º ciclo) em "EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTO ESCOLAR".
Vamos esperar que não passe de uma troca de nomes e que a situação se resolva o mais rápido possível (céleres como sempre, com certeza). "Merecem" o benefício da dúvida... e um voto de confiança…

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Saber estudar...


A faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra apresenta um conjunto de etapas para organizares o teu estudo, rumo ao sucesso. De uma forma prática e acessível, ilustra o que deve ser um estudo orientado e metódico para que nada te falte no momento decisivo. Os exames estão aí e toda ajuda é bem-vinda.

Espreita: COMO ESTUDAR

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Sorte?!



A notícia refere mais ou menos 30 tentativas para que o aluno calibrasse a pontaria. O que acham? Sorte?! ou o rapaz controlava "todas" as variáveis para fazer aquilo acontecer?...

Notícia aqui

terça-feira, 23 de junho de 2009

sábado, 20 de junho de 2009

Tema debate 4 - C. Ronaldo: Hip€rvalorizado?


As notícias e opiniões multiplicam-se sobre a transferência mais mediática (face aos valores) e controversa do momento (e de sempre). São vários os "experts" que valorizam a aquisição e imputam ao futebol uma responsabilidade de retoma económica. Queremos saber a tua opinião, achas que a transferência está de acordo com o que o jogador vale (em campo a jogar) ou é mais uma manobra de marketing que visa apenas o lucro futuro? Deixa aqui a tua opinião...